La La Land é o filme mais badalado do momento. É um musical de Damien Chazelle que retrata a história de Mia (Emma Stone) e Sebastian (Ryan Gosling). Venceu já diversos prémios e conta com 14 nomeações para os Óscares.

Aquando da visualização do filme encontrava-me já reticente. Não sou apreciadora de musicais e não tinha encontrado nada que me agarrasse no trailer. Porém, com opiniões tão contrastantes senti a necessidade de o ver para retirar as minhas próprias conclusões. De facto, é um filme que conseguimos ver facilmente. Não é de difícil compreensão, é colorido, é visual e – aqui e ali – vamos encontrando alguns pontos de interesse, nem que seja a paisagem. O filme não incomoda. É daqueles filmes que vemos tranquilamente.

No entanto, quando se procura algo mais no filme, esse algo existe quiçá nos últimos quinze minutos de um filme que ultrapassa as duas horas. Até lá – como suspeitava – vagueia-se por uma mescla de clichés e clichés esses que ainda me questiono se terão sido rompidos nesses quinze minutos finais. Até lá existem lapsos no guião, existem lapsos nos cenários, existem coreografias não muito atractivas, performances vocais que não conquistam e letras de músicas que não tocam muito no coração. Mas, como já disse, não torna impossível de ver o filme, porque de algum modo o filme vai-nos agarrando.

Quando começamos a atingir o climax compreendemos efectivamente que o acting da Emma Stone é bom, compreendemos a evolução da personagem e conseguimos ligação emocional com a história que ela nos pretende contar. Na parte final teremos, então, (talvez) a quebra dos clichés com uma idealização do que poderia ter sido a história entre Mia e Sebastian. Interessante, mas não do outro mundo. Por fim, temos a cena mais intensa de todo o filme, uma troca de olhares que me deixou a pensar e a questionar muita coisa e, que, me fez gostar um pouco mais do que vi… Talvez, por ser um coração mole. E, talvez, essa sequência salve a minha opinião sobre o filme.

Portanto, a questão que levanto é: Porquê 14 nomeações? Não sei. A Academia terá o seu ponto de vista. E eu tenho o meu e, ainda que não tenha visto todos os filmes nomeados, posso afirmar que filmes como: Nocturnal Animals, Moonlight, Hidden Figures ou A Monster Calls poderiam ter muitas mais indicações. Mas, não as têm. Como há muitos outros filmes que não estão sequer nomeados e mereciam, na minha opinião, essa nomeação.

Ainda assim, estar nomeado não é sinónimo de vitória. Esperemos para ver. Yay or nay? Nem yay, nem nay. Vejam o filme e concluam por vocês. Porque a arte não toca a todos do mesmo modo 🙂